Sábado, 12 de Março de 2005

Luís

luis delgado.bmp

«Pode ser um texto emocional, raro no meu estilo, mas quero, publicamente, que não existam dúvidas sou amigo de Luís Delgado, e serei sempre, em qualquer circunstância da sua vida pessoal, política ou profissional. Ele, como não podia deixar de ser, irá abandonar a administração da Agência Lusa, e fá-lo no momento certo, com a cabeça fria, e após a necessária reflexão pessoal, única, e em isolamento absoluto. Luís, digam o que disserem dele, e dos longos anos em que as suas crónicas e opiniões tomaram conta dos nossos jornais e televisões, fez o melhor que sabia e podia, e ao fazê-lo sabia que corria o enorme risco, quase impossível de ultrapassar, como se viu, de inverter uma situação de profundo desgaste e desilusão do eleitorado, com o PSD e PP, pelos anos de governação anteriores. Sei que por uma ou duas vezes percebeu que o esforço era inglório, e que queria pedir ao PR que convocasse eleições, e isso só enobreceu o seu carácter, capacidade de avaliação correcta da situação política, e um grande espírito de sacrifício. Luís Delgado, como tentativa de jornalista isento, fez o seu melhor, e como qualquer outro pseudo-jornalista, em longos anos, também cometeu erros, lapsos ou atrapalhações. E sei, finalmente, que teve o que não merecia, por parte dos leitores dos seus textos, e de uma série de figuras de todo o espectro político. Ele, como ninguém, sabia isso tudo, e para tudo estava preparado. Luís é novo, e uma vida à frente, e no jornalismo, naturalmente. Ele não "morreu" politicamente, por muito que alguns o tenham desejado, mas assumiu a responsabilidade de uma imprensa que estava ferida de morte, pela condução política e falta de transparência com os leitores, a partir de 2002. Delgado limitou-se a apanhar os "cacos", e tentar virar, sem nunca esperar que lhe cortassem as pernas. Agora provavelmente sai. E sai de cabeça erguida, dignamente, e com a certeza de que qualquer outro administrador da Agência Lusa, nas mesmas circunstâncias, sairia de uma forma mais trágica. O Diário Digital e Diário de Notícias não esquece nem atraiçoa. Eu sei que Luís Delgado regressará, quando o tempo disser.»

Deduzo que todos se recordem desta pérola do jornalismo de opinião em Portugal?

escrito pelo Homem Fantasma às 17:18
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Cláudio Alves

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