Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005

Boas novas.

Público: «A Assembleia da República aprovou hoje a proposta do PS para a realização de um novo referendo ao aborto, que recebeu os votos favoráveis dos socialistas e do Bloco de Esquerda.»


escrito pelo Homem Fantasma às 17:18
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10 comentários:
De Anónimo a 30 de Setembro de 2005 às 15:27
Eu ia jurar que até recordo a última sondagem - que até envolvia a Rádio Renascença - empatava o "sim!" e o "não!". Mas é possível que as sondagens apresentassem valores diferentes e a minha memória de há 7 anos atrás é algo esbatida. Pensando bem, na altura nem votávamos. :) Voltaremos à discussão, as vezes que forem precisas... não foi sempre assim, entre radicalistas de esquerda?! Um abraço.Cláudio Alves
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(mailto:claudio.alves@fe.up.pt)


De Anónimo a 30 de Setembro de 2005 às 02:19
Ora.... por acaso não! Se bem me recordo as sondagens davam a vitória do sim. E davam por larga escala! Daí a surpresa do resultado. Daí o Herman no programa da altura o "Herman 98" ter feito uma primeira parte acompanhado de uma guitarra baixo insultando os portugueses. Encontrei na net no "Diário de Amadora": "Contrariando as várias sondagens realizadas, que não contavam com tão elevada abstenção, o «não» acabou por ganhar à tangente com 50,91 por cento. (...)Apenas 31,94 por cento do total de eleitores portugueses se deslocaram às urnas para votarem no referendo, o que traduz uma abstenção de 68,06 por cento. " Ainda no pcp, numa edição do Avante perguntava-se: "Tendo em conta os resultados de algumas sondagens, é verdade que a vitória do SIM está garantida?". É esta a memória que tenho das sondagens darem vitória ao sim, e a net parece confirmar. A minha pesquisa foi no google com as palavras "sondagens aborto 98". AbraçoJorge
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 20:02
Sondagens, referi eu, como complemento ao referendo. Concordarás, se bem te recordas, que o "não!" era - nessa altura - a vontade expressa da maioria dos portugueses. ... Abraço. E esperemos que venha daí o referendo.Cláudio Alves
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 18:29
Desculpa ser chato mas não percebo como podes dizer claramente se nem 50% dos eleitores foram votar. Precisamente pelos votos não serem suficientes o resultado não foi vinculativo. Mas pronto, cada um vai ficar na sua! :) Vamos ao referendo!Jorge
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 18:10
Existiu uma consulta popular e sondagens que apontaram claramente o "não!" como resposta. Por muito que tente não consigo fechar os olhos a isso e defender que se deve mudar a lei após uma consulta popular ignorando o resultado do primeiro referendo. Ainda que fosse muito mais fácil e tão tentador mudar a lei na AR (sobrando ainda assim o problema do PR). Também acho errado "as mil e uma interpretações" dadas aos votos do PS e consequente maioria absoluta. Os votos devem ser dados com base no plano de governo apresentado e nos compromissos eleitorais. Pelo menos, é assim que eu voto. Lutemos pelo sim, absolutamente! Cláudio Alves
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 15:36
Ora repito-me mas cá vai. O referendo de 1998 não teve sequer 50% dos votos dos eleitores. Não podes considerar isso um sim ou não! Por isso para um povo que se esteve a marimbar para este referendo acho legítimo o governo fazer lei sem consulta popular! Prefiro isso a arriscar outra vez ninguém ir votar e depois surgirem mil e uma interpretações sobre o que a abstenção quis dizer. E o povo votou no PS e deu maioria não foi a pensar no referendo, se calhar nem foi a pensar nas virtudes do Sócrates, foi sim um par de estalos ao PSD. Mas pronto, lutemos então agora pelo sim.Jorge
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 08:51
Jorge, por acreditar na possibilidade do nosso PR não marcar referendo na sua presidência é que referi que nesse caso a conversa será "diferente... e díficil". Naturalmente, que é imoral, pouco ético e democraticamente castrador que a mulher possa ser criminalizada por uma opção de vida. Nunca deveria ser julgada por isso. No entanto, o referendo ocorreu em 1998. Nunca deveria ter existido esse referendo, aconteceu por uma má opção política e, agora, acredito que apenas haverá legitimidade para mudar a lei se existir vontade do povo para tal. Na minha opinião, essa legitimidade passa pelo "sim!" vencer nas urnas. Quem votou no PS e lhe deu a maioria absoluta sabia que seria assim - com um referendo, trocar as voltas agora seria fugir ao plano de governo apresentado em campanha. Isso, acho, criticável e roubaria toda a verdade aos compromissos eleitorais... quer seja à direita, quer seja à esquerda, os compromissos são para se cumprir. Todos os compromissos são para se cumprir, dirão... e que não tem sido feito isso pelo governo socialista. Pois bem, concordo! ... Os meus cumprimentos.Cláudio Alves
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De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 00:48
Concordo plenamente com a Vitória. Há na AR uma maioria de esquerda com mais do que legitimidade para aprovar a lei. Quanto ao primeiro referendo ele não chegou aos 50% de votos, como tal podemos contá-lo como um sim ou como um não? E é moralmente correcto permitir que mulheres possam continuar a ser julgadas por causa desta lei? E não será o referendo um escape para a frente do PS por forma em não se comprometer com nenhuma decisão concreta? Assim não são eles que decidem mas sim o povo, não é nada com eles! Já chega não, desta forma chegamos ao fim da legislatura com isto por resolver. Sim pois não me espanta nada que o PR não marque referendo na sua presidência. A ver vamos. AbraçoJorge
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De Anónimo a 28 de Setembro de 2005 às 23:03
Seria a maneira mais fácil, sem dúvida. No entanto, discordo da tua visão, Vitória. A AR tinha essas condições aquando o primeiro referendo. Agora não me parece moralmente e democraticamente correcto fechar os olhos aos resultados do primeiro referendo. Devemos é, todos, colaborar para que o "sim à despenalização do Aborto" vença democraticamente no próximo, espero eu que brevemente, referendo. ... Se o nosso PR se portar "mal", aí a conversa será ainda mais diferente... e díficil. Um beijo.Cláudio Alves
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De Anónimo a 28 de Setembro de 2005 às 20:55
Infelizmente, não são boas novas. Concordo, inteiramente, com a Odete Santos e com a Heloísa Apolónia, a Assembleia da República tinha todas as condições para alterar a lei. E, assim, continuamos nesta falta de coragem, a ser punidos e punidas por uma sociedade conservadora, católita e hipócrita. Só espero que o PS (e, infelizmente, Bloco de Esquerda) não fuja à responsabilidade política caso a despenalização seja chumbada em referendo. Vitória
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