Sexta-feira, 1 de Abril de 2005

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HomemFantasma_multidao_nua.jpg


Nas multidões não é apenas o fenómeno de imitação e de colagem de comportamentos e posturas que me incomoda. É, principalmente, a sensação de regozijo que sentem ao fazê-lo. Procuram ser todos iguais, desvalorizando-se em constantes automatizações do pensamento. Soltar um elogio a este comportamento roçaria a fronteira do louvor à ausência de relevo individual. Que modo de funcionamento tão confuso: um misto de afirmação pessoal com desejo de parecer normal sem "dar mau aspecto".
Os risos histéricos e as vozes esganiçadas e nervosas acompanhando as promessas de amor eterno (esquecendo que "o amor dura, se durar, enquanto dura") soam-me pois a uma melodia de regozijo e solidariedade para com os semelhantes... uma tentativa dissimulada de inventar felicidade. Troca-se amor, e pratica-se os seus actos mais íntimos, indiferenciadamente! Claro que me assusta... Não é assustador?!
Naturalmente, eu próprio caio bruscamente no que critico e no terror de escapar e de ser confundido misturo-me (cada vez mais) com o restante mundo. Estranhamente, banal e indistinto... sei lá!
Dá vontade de saltar fora e "cometer propositadamente um erro"... embarcar no sorriso da

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<p align="center"><img alt="HomemFantasma_multidao_nua.jpg" src="http://homemfantasma.blogs.sapo.pt/arquivo/HomemFantasma_multidao_nua.jpg" width="400" height="321" border="0" /></p>
<p align="justify">Nas multidões não é apenas o fenómeno de imitação e de colagem de comportamentos e posturas que me incomoda. É, principalmente, a sensação de regozijo que sentem ao fazê-lo. Procuram ser todos iguais, desvalorizando-se em constantes automatizações do pensamento. Soltar um elogio a este comportamento roçaria a fronteira do louvor à ausência de relevo individual. Que modo de funcionamento tão confuso: um misto de afirmação pessoal com desejo de parecer normal sem "dar mau aspecto".
Os risos histéricos e as vozes esganiçadas e nervosas acompanhando as promessas de amor eterno (esquecendo que <i>"o amor dura, se durar, enquanto dura"</i>) soam-me pois a uma melodia de regozijo e solidariedade para com os semelhantes... uma tentativa dissimulada de inventar felicidade. Troca-se amor, e pratica-se os seus actos mais íntimos, indiferenciadamente! Claro que me assusta... Não é assustador?!
Naturalmente, eu próprio caio bruscamente no que critico e no terror de escapar e de ser confundido misturo-me (cada vez mais) com o restante mundo. Estranhamente, banal e indistinto... sei lá!
Dá vontade de saltar fora e <i>"cometer propositadamente um erro"</i>... embarcar no sorriso da <a title="Jamiroquai - Cosmic Girl.mp3 - Carregar com o botão direito do rato e fazer "salvar como.."" href="http://tent.xs4all.nl/tentmail/02-jamiroquai_-_cosmic_girl.mp3">rapariga desconhecida</a> e apelidar, prontamente!, a <b>minha</b> vida de 'real ficcionado'... deixando de ser um mero consumo gratuito da vida que outros escolheram para mim.</p>

escrito pelo Homem Fantasma às 19:57
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