Sexta-feira, 18 de Março de 2005

Quase dava a mão à palmatória...

Credencial_Via Rapida.JPG

Chegado a casa há cerca de uma hora e descontando o tempo para tomar banho, lavar os dentes e beber água - acontecimentos indispensáveis após uma saída à discoteca - venho anunciar que hoje, por breves momentos, gostei de uma discoteca (e apenas por esta razão é que escrevo, de novo, sobre o Via Rápida).
Por volta das 24h30min. as portas abriram ao público e tanto o bar em que servi bebidas como todos os restantes, estavam ainda nos preparativos finais para a abertura. A noite estava calma, pouco fumo, temperatura agradável, chão limpo e todo o armazém Via Rápida parecia dotado de alguma higiene (para variar). A música não estava muito alta e arrancou com INXS e, logo de seguida, GNR... a noite prometia, pensei. Enquanto as pessoas iam entrando pacatamente naquele espaço tão badalado a atmosfera musical embarcou numa sonoridade de anos 80 a relembrar-me Joy Division (não conhecia as músicas mas gostei). Alto!, eis que se apodera da sala o som do funk dançável do Michael Jackson... aí sorri e até devo ter sido apanhado por alguém a mexer-me naquilo que poderia ser confundido com uma dança. Desejava que a noite ficasse assim: pouca gente, colunas debitando metade da sua potência e amplificando (por exemplo) pop-rock/funk/pop electrónico/... tudo, menos o que é costume ouvir-se em discotecas. Sou sincero: ideal seria deixar correr o CD de banda sonora do "Cidade de Deus" mas isso já era pedir muito, não?! Ainda cantei, com ares de adolescência tardia, Red Hot Chilli Peppers e Oasis...
... mas, foi sol de pouca dura e os Linkin Park deixaram antever que a minha sorte ia mudar.
A partir daí nada mais tenho a registar como francamente positivo. Foi uma noite banal de trabalho de barman no Via Rápida e mais uma daquelas noites que troco bem por uma noite de excelente conversa sentado no Pinguim.
O chão ficou pegajoso como de costume, a música foi tomada de assalto por ritmos e vocais altamente robotizados, os corpos ficaram todos suados e as tentativas de galar as mulheres iniciaram-se num ritual bacoco e mecanizado.
Bom, eu posso jurar que vi algumas raparigas cantarem em coro com o seu amor descartável: "Fácil... Esta noite estou tão fácil... Fácil... Sinto-me fácil!" (mas, talvez esteja a ser bruto e na verdade estavam mesmo a cantar a música de Palma: "Frágil".)

escrito pelo Homem Fantasma às 09:23
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Cláudio Alves

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